Gilmar antecipa voto contra o atual projeto da Lei de Uso do Solo


O vereador Gilmar Santiago (PT) antecipou o voto contrário ao projeto da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) de Salvador afirmando que ele não aponta para o grande problema, que é a geração de emprego. “O projeto prepara a cidade para grandes adensamentos populacionais nas regiões da Ribeira, miolo do Bomfim, frontispício do Santo Antônio e da Gamboa”, explica Gilmar, acrescentando que áreas antes de baixa densidade, sem critérios ou estudos passarão a ter torres de prédios sem as devidas melhorias no sistema público de transporte e nas vias do entorno.

Gilmar também aponta problemas de ordem técnica que orientam seu voto contrário, a exemplo:

1 - horário adotado como parâmetro para os estudos do sombreamento, das 9h às 15h, em locais como Piatã, onde hoje já temos prédios sombreando a praia. “Querem fazer uma grande cortina de prédios ao longo da orla atlântica, com um afastamento maior entre eles”, critica;

2- o debate insuficiente para uma pauta polêmica como é a Louos;

3- prevê um grande adensamento populacional em toda orla atlântica e da Baía de Todos-os-Santos;

4- estabelece critérios para a maior operação de supressão de verde na cidade, com a construção da Via Atlântica, que passa pelo Vale Encantado;

5- em Amaralina poderemos ter torres de até dez andares, onde hoje existem prédios de no máximo quatro pavimentos; ou seja, vão criar uma barreira ao vento para os bairros que ficam atrás, como Nordeste, Vale das Pedrinhas e Pituba;

6- estabelece o maior processo desmatamento em toda a cidade por conta da criação, em áreas de baixo adensamento (residências uni-domiciliares), de residências pluri-domiciliares. Serão afetados locais como Jardim Cruzeiro, Luís Tarquínio, Boa Viagem, Ribeira e Porto de Salvador.

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