Seminário do mandato avalia conjuntura política nacional


A conjuntura política nacional, estadual e municipal foi tema do seminário “O golpe é contra o povo, o que fazer? ”, sábado (30/04), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sindae). Promovido pelo mandato do vereador Gilmar Santiago (PT), o encontro reuniu professores e estudantes universitários, parlamentares, sindicalistas e lideranças comunitárias.

A necessidade de mobilização por parte de todos os setores da sociedade, para manter conquistas como o reajuste do salário mínimo acima da inflação, o bolsa família, o Minha Casa, Minha Vida, o FIES, o Prouni e outras políticas sociais foi destacada por todos os participantes.

Para o cientista político Claudio André (UFBA), o golpe começou a se desenhar em 2014, logo após as eleições, quando o PSDB iniciou a campanha contra o segundo mandato da presidenta Dilma.

Na avaliação do professor Giovandro Ferreira, da Faculdade de Comunicação/UFBA, o Brasil está dividido e o preconceito de classe estampado. A imprensa, à frente as organizações Globo, está liderando o golpe e os meios de comunicação deram sobrevida às oligarquias regionais, a exemplo de ACM e Sarney.

O chefe de Gabinete do Ministério do Trabalho, Robinson Almeida, afirmou que golpe é contra os pobres, impulsionado por uma onda conservadora que surge em várias partes do mundo. Uma onda contra refugiados, pobres e que quer retomar programas que agravam a concentração de renda. Ele previu um período de violência contra os pobres, os movimentos sociais e os partidos de esquerda e que a alternativa única é lutar.

Segundo a diretora de Mulheres da UNE, Bruna Rocha, o golpe se traduz em um ódio de classe. A elite não admite que jovens negros entrem nas universidades e aviões ao lado dos filhos dela.

O que está em jogo, na avaliação do deputado Jorge Solla, é a nossa capacidade de manter as políticas públicas para toda a sociedade. Ele defendeu a mobilização e o enfrentamento contra o golpe.

Para Danilo Assunção, dirigente do Sindae e da CUT, o que está em pauta é a agenda da classe trabalhadora, os direitos adquiridos, o salário mínimo e a multa do FGTS. A aliança de um governo eleito e defendido pelos trabalhadores tem que ser com os movimentos sociais, que precisam ser ouvidos, porque o pacto dos empresários é com o golpe.

O líder do PT na Câmara Federal, deputado Afonso Florence, avalia que o presidencialismo de coalizão se esgotou politicamente quando foi conveniente para as classes dominantes e que as elites querem derrubar as conquistas das mulheres, negros, quilombolas e todas as políticas públicas para a maioria. Para ele, a situação é muito preocupante e pode evoluir para algo muito pior.

As lideranças comunitárias, sindicais e estudantis participaram da discussão apontando caminhos e equívocos do partido e do governo na relação com os movimentos sociais. Gilmar anunciou que o próximo seminário, em data a ser definida, terá a economia como tema.

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