O VLT se insere em uma nova lógica de pensar Salvador, diz Gilmar Santiago


O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) se insere em uma nova lógica de pensar Salvador a partir de um novo vetor de desenvolvimento: a integração do Subúrbio com a orla atlântica através das linhas Azul e Vermelha. A análise é do vereador Gilmar Santiago (PT), para quem há uma lógica perversa de só pensar a cidade do ponto de vista da Avenida Paralela e da orla atlântica. Ele participou, sexta-feira (2), da audiência pública promovida pela Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da Câmara Municipal.


Gilmar lembrou a importância histórica, religiosa e ambiental do Parque São Bartolomeu, no qual o governo do Estado investiu quase R$ 100 milhões para requalificar, e pregou uma gestão compartilhada com os Terreiros, universidades, comunidade e grupos ambientalistas. Além disso, ele destacou as belezas naturais, o trem e a culinária, que podem fortalecer o turismo étnico no subúrbio. “Estamos batalhando pela implantação de um campus da Uneb e uma agência do Banco do Brasil, já existe o Hospital do Subúrbio e atracadouros estimulariam a pesca artesanal”, observou, criticando a falta de ação da prefeitura.


Segundo o vereador, a elaboração do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) é a oportunidade de pensar a cidade como um todo para as próximas quatro ou cinco décadas. “A cultura negra empresta os símbolos de Salvador: baianas, capoeira, candomblé..., mas não são os negros que ganham dinheiro com o turismo. Por isso, quero ser candidato a prefeito, para apresentar um programa de inclusão da maioria da população”, declarou.


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