Plenária do mandato discute projetos para Salvador e pré-candidatura


Pinheiro: “já está na hora de a cidade ser governada por alguém que tenha a cara dela”.


Ao afirmar que “já está na hora de a cidade ser governada por alguém que tenha a cara dela”, o senador Walter Pinheiro (PT) deu o tom dos discursos sobre a pré-candidatura do vereador Gilmar Santiago (PT) à prefeitura de Salvador. A declaração foi neste sábado (22), na plenária do mandato de Gilmar, que reuniu, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado da Bahia (Sindae), parlamentares, entre eles o vereador Waldir Pires e o deputado federal Jorge Solla, lideranças sindicais, comunitárias e de movimentos sociais.


Na plenária foram discutidas políticas públicas nas áreas de mobilidade, habitação, meio ambiente, urbanismo, juventude, saúde e educação, além de ter sido feita uma avaliação dos quase três anos de mandato do prefeito ACM Neto. A ausência do poder público municipal nos bairros periféricos, principalmente nas áreas de educação infantil e saúde, foi a principal crítica dos participantes.


Líderes comunitários criticaram a ausência da prefeitura na periferia.

“Vejo aqui herdeiros das lutas populares históricas por igualdade e por isso teremos candidatura própria em 2016”, afirmou o chefe de gabinete da Secretaria Geral da Presidência da República, Robinson Almeida. “Salvador tem jeito. O eixo é o da reparação. Temos que oferecer muito mais aos descendentes de africanos e índios. O grande desafio é construir uma candidatura com a cara da cidade”, avaliou Gilmar, criticando o fato de 80% do PIB da capital estar concentrado no eixo Iguatemi/Paralela.


Gilmar: "o grande desafio é construir uma candidatura com a cara da cidade”.

O conceito do “Direito à Cidade” norteou o debate sobre projetos. Integrante do Movimento Passe Livre, Valter Takemoto citou que 36% da população andam a pé ou de bicicleta por que não têm dinheiro para pagar a tarifa de R$ 3,00 do ônibus. “Para nós, o problema não é ampliar as ruas ou reduzir alguns centavos da tarifa, é incluir quem está fora do sistema”, falou. Seguindo o conceito, Marli Carrara, do Movimento por Moradia, destacou que a habitação tem que ser próxima do trabalho, da escola, creche, saúde, transporte e outros serviços públicos.

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