Gilmar oficia à Procuradoria da Câmara para averiguar declarações de Geddel

O vereador Gilmar Santiago (PT) protocolou, nesta segunda-feira (13), na Mesa Diretora da Câmara Municipal, ofício solicitando a instalação de um procedimento de averiguação pela Procuradoria Jurídica da Casa das declarações feitas por Geddel Vieira Lima, por meio da imprensa, de que vereadores estariam sendo assediados pelo banqueiro Marcos Mariani por conta da construção de um prédio na Barra.

“As afirmações do senhor Geddel precisam ser esclarecidas. Quem são os vereadores que estão sendo assediados?”, questionou Gilmar, ao ler o ofício no plenário da Câmara. O prédio em questão é o edifício La Vue, de 30 andares e cerca de 126 metros de altura, que a Cosbat Empreendimentos constrói na Ladeira da Barra, próximo a áreas de proteção ambiental e patrimônios históricos. Os apartamentos estão à venda no site da BrasilBrokers (http://www.brasilbrokers.com.br/791461/imovel-novo/la-vue-ladeira-da-barra.html).

Na abertura da sessão ordinária da Câmara, estava previsto um pronunciamento da presidente da Associação de Moradores e Amigos da Barra (Amabarra), Regina Martinelli Serra, na Tribuna Popular que acontece às segundas-feiras. Ela falaria sobre os problemas causados pelas intervenções da prefeitura no bairro, mas foi impedida por um pedido de verificação de quórum feito pelo vereador Claudio Tinoco (DEM).

Ministério Público – A comunidade, por intermédio da Amabarra é contra o prédio, o Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama) do Ministério Público Estadual pediu informações à Prefeitura, que ainda não apresentou a documentação solicitada. O município concedeu o alvará de construção com base em um parecer isolado do coordenador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Bruno Tavares.

Duas técnicas do Escritório Técnico de Licenças e Fiscalização (Etelf), composto por especialistas da IPHAN, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e Sucom, afirmam que a construção impacta, agride e tira a visibilidade de monumentos e áreas tombadas, a exemplo da igreja de Santo Antônio, o Cemitério dos Ingleses, os fortes de Santo Antônio e Santa Maria, de um lado da ladeira, o Morro Clemente Mariani e o Outeiro de Santo Antônio, do outro.

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